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A indústria automobilística nacional teve a oportunidade de demonstrar, nas últimas semanas, a validade de um velho teorema: o de que cortes tributários se traduzem rapidamente em benefícios econômicos. A prova foi a redução do IPI incidente sobre vários modelos de veículos. Graças a isso, as vendas das montadoras, que haviam sido fortemente afetadas pela crise internacional e pela escassez de crédito, foram recuperadas nas últimas semanas. "Estamos no caminho certo para enfrentar essa turbulência", disse à DINHEIRO Jackson Schneider, presidente da Anfavea, a principal associação do setor. Schneider comemora ainda o fato de o Brasil poder ter se tornado o quinto maior mercado de automóveis do mundo.
IstoÉ - As montadoras não fecharam o ano com chave de ouro, mas registraram o melhor resultado da história. Como 2008 será lembrado?
JACKSON SCHNEIDER - Podemos dizer que 2008 teve dois anos em um. É preciso dividir em duas partes distintas. Antes de setembro foi de um jeito, com recordes atrás de recordes. Mas de lá para cá, várias quedas. A retração de 47,1% na produção em dezembro reflete, principalmente, as férias coletivas. O estoque estava alto. Em vendas, o último mês do ano cresceu 9,4% ante novembro, num sinal de recuperação. Mesmo com alguns re- Entrevista / Jackson Schneider, presidente da Anfavea cuos, tivemos um ano muito bom. O crescimento, de janeiro a dezembro, na comparação com o acumulado de 2007, atingiu 14,5%. Foram 2,82 milhões de unidades. É o melhor resultado da história. Indiscutivelmente, o melhor ano da indústria.
Fonte: IstoÉ
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